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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O Futuro da Humanidade e a Civilização Solar

 
por Paulo R. C. Medeiros

No século XIV a.C., no reinado do Faraó Amenóphis IV, posteriormente conhecido por Akhenaton, o culto a Aton (Disco Solar), o primeiro monoteísmo da história, foi implantado no Egito, para, poucos anos após, desaparecer nas névoas do tempo.

Nota da redação - Para quem não sabe, o monoteismo foi a tentativa do Faraó visionário, em uma época que se adoravam deuses diversos, de querer orientar a humanidade para a existência de um Deus Unico. Parece possivel que o antigo Egito com sua espiritualidade e sua riqueza de simbolos e ritualisticas, se não tivesse sucumbido na adoração a várias divindades, o que levou ao descontrole, a promiscuidade e ao egoncentrismo dos faraós humanos intulando-se deuses, o Egito do sonho do Faraó Akenaton, assassinado posteriormente por conspiradores corruptos, se este Egito de Akenaton e seu sonho visionário tivesse saído vencedor e realizado esta grande obra, a vinda de Jesus teria sido mais favorecida e seu trabalho teria se realizado num plano mais avançado, porém, com o fracasso da rica civilização que poderia ter preparado o mundo para a vinda de Jesus, mas optou pelo assassinato do sonho e da entrega desenfreada a adoração dos deuses da orgias, da megalomania, da cobiça, e do assassinato, não se cumpriu a missão da civilização egipcia que fracassou no seu objetivo maior.

Akhenaton, que foi um verdadeiro Príncipe da Paz, deixou-nos um importante legado espiritual, plenamente válido e precioso para a Humanidade no século XXI, que já enfrenta sérios problemas de ordem planetária.

Talvez os seus ensinamentos possibilitem aos seres humanos o resgate das suas Raízes Solares, espirituais e físicas, auxiliando cada um de nós a encontrar o seu verdadeiro lugar no Universo, objetivo principal de nossa existência neste planeta.

Todo aquele que conseguir despertar o seu “Sol Interior” terá o dever de mostrar aos seus irmãos de jornada o caminho para essa descoberta.

E que os “Filhos do Sol” despertem e encontrem-se nesta vida!

Por volta de 1930, Juscelino, ainda um jovem estudante, viajou pelo Mediterrâneo e visitou a cidade de Tell-El-Amarna, a Akhetaton. Essa visita definiria parte da história de nosso País. Ali, em meio às areias quentes do deserto, surgiu a semente da cidade que, um dia, seria chamada de Brasília.

“Levado pela admiração que tinha por esse autocrata visionário, cuja existência quase lendária surpreendera através das minhas leituras em Diamantina, aproveitei minha estada no Egito para fazer uma excursão até o local, onde existira Tell El-Amarna.”

"...vi os alicerces da que havia sido a capital do Médio Império do Egito... tudo ruínas!

O grande sonho do Faraó-Herege convertido num imenso montão de pedras, semi-enterrado na areia!”

“Hoje, tanto tempo percorrido, pergunto-me, às vezes, se essa admiração por Akhenaton, surgida na mocidade, não constituiu a chama, distante e de certo modo romântica, que acendeu e alimentou meu ideal, realizado na maturidade, de construir, no Planalto Central, Brasília – a nova Capital do Brasil.”

(Meu Caminho para Brasília, JK, p.111)

Palavras do próprio Juscelino Kubitschek que revelam, com clareza, de onde veio a sua determinação de construir a nova Capital brasileira em pleno Planalto Central.

São explicações que poucos compreenderam até agora, pois, para entendê-las, é necessário conhecer a fascinante história do próprio Faraó Akhenaton, dos fatos ocorridos no Egito há mais de três milênios. Da história da XVIII Dinastia!...

O livro “Brasília Secreta” da egiptóloga Iara Kerns e do empresário Ernani Figueras Pimentel, publicado pela editora Pórtico, mostra claramente essas intrigantes relações entre Akhenaton e Juscelino, bem como entre Akhetaton (a cidade sagrada) e Brasília.

"Segundo especialistas esotéricos, Juscelino e Brasília vieram nos dias atuais para consolidar o que Akhenaton e sua Cidade Sagrada não puderam fazer em sua época. Tanto Juscelino quanto Akhenaton construíram para o futuro, apesar de os outros faraós terem construído para os mortos, na própria visão de Juscelino.” (Brasília Secreta – Iara Kerns e Ernani Figueiras Pimentel)

São João Melchior Bosco, em italiano Giovanni Melchior Bosco, mais conhecido como “Dom Bosco”, nasceu em 1815, na Itália, e faleceu em 1888. Ordenado pela Igreja Católica, foi canonizado em 1934. Em 30 de agosto de 1883, Dom Bosco teve uma visão profética a respeito de uma cidade que seria construída entre os paralelos 15º e 20°, que muitos entendem como sendo Brasília.

“...entre os paralelos 15º e 20º graus, havia uma enseada bastante extensa e bastante larga, partindo de um ponto onde se formava um lago...” Nessa terra, conforme a visão de Dom Bosco, jorraria leite e mel e surgiria uma grande civilização. Essas palavras proféticas influenciaram a decisão final quanto ao local onde seria instalada a nova Capital Federal.

Dom Bosco tornou-se o padroeiro de Brasília. Em sua homenagem, foi construída uma pequena capela em forma piramidal, às margens do lago Paranoá, a “Ermida Dom Bosco”.

Juscelino ainda era candidato à Presidência da República, quando, durante um comício realizado na ainda pequena cidade goiana de Jataí, no dia 4 de abril de 1955, foi inquirido por um popular.

A pergunta foi direta: era sua intenção transferir a Capital do Brasil para o interior do País?

Sua resposta foi clara e imediata: “Cumprirei em toda a sua profundidade a Constituição e as leis. A Constituição consagra a transferência. É necessário que alguém ouse iniciar o empreendimento – e eu o farei”. (Desde 1822, proposto por José de Bonifacio, ja existia aprovado pelos deputados, o projeto de transferencia da capital para o interior. - nota da redação).

Esse foi um momento histórico para o País, pois essa promessa foi cumprida à risca e no curtíssimo prazo de quatro anos.

Coincidência ou não, também quatro anos foram necessários para que Akhenaton mudasse o governo da cidade de Tebas para Akhetaton, que também foi planejada e construída em tempo recorde. Juscelino e Akhenaton morreram 16 anos após a realização de suas obras e ambos tiveram morte violenta.

O que Juscelino não contou para quem aplaudiu as suas palavras, naquele memorável comício em Jataí, realizado numa oficina mecânica e cuja platéia não passava de 500 pessoas, é que ele tentaria ressuscitar a milenar Tell-El-Amarna, a cidade sagrada do Faraó Akhenaton, e plantá-la em pleno coração do Brasil...

Brasília, a nova “Capital do Sol”, teria a Luz brilhando no firmamento e no coração das pessoas. A “Mensagem Solar” seria transmitida através de sua ousada arquitetura.

Com a eleição de Juscelino Kubitschek à Presidência da República, o arquiteto Oscar Niemeyer foi convidado para projetar a nova Capital do País. Niemeyer aceitou desenhar os edifícios governamentais, mas sugeriu um concurso nacional para traçar os planos urbanísticos de Brasília, que foi vencido por Lúcio Costa.

Em 1957, o arquiteto Lúcio Costa ,venceu o concurso nacional para a elaboração do Plano Piloto de Brasília, tendo em mente uma cidade que seria, intencionalmente, uma obra de arte.

Conforme havia prometido, Juscelino Kubitschek diz à Nação em data de 21 de abril de 1960: “Neste dia – 21 de abril – consagrado ao alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, ao centésimo trigésimo oitavo ano da independência e septuagésimo primeiro da república, declaro, sob a proteção de Deus, inaugurada a cidade de Brasília, Capital dos Estados Unidos do Brasil.”

Todas essas pessoas – Juscelino Kubitschek, Dom Bosco, José Bonifácio, Tiradentes, Lúcio Costa e Oscar Niemeyer – foram instrumentos para a realização do grandioso sonho: a criação de uma Capital do Sol, Brasília. Pois é isto que, na verdade, a Capital do Brasil representa. Tudo nela foi projetado em função das tradições solares do Antigo Egito.


Brasília vista do espaço - Foto do astronauta japones Soichi Noguchi, engenheiro da Nasa que fez parte da equipe que orbitava a Terra na Estação Espacial Internacional (ISS), postou em seu twitter em maio de 2010 -

(Hora Cósmica)

A primeira fonte a ser examinada é Ísis, esposa do Deus Osíris. Ísis foi a mais amada de todas as divindidades femininas do Egito. Das asas de Ísis surgiu a inspiração para as duas asas de Brasília, cujo eixo está alinhado perfeitamente com o nascer (leste) e pôr-do-sol (oeste).

Algumas pessoas dizem que o Plano Piloto de Brasília (PPB) representa uma imensa nave desenhada no solo. Tal comparação não está errada, mas, de acordo com as idéias ligadas ao Egito, claramente evidenciadas em muitas construções, o mais correto é que o Plano Piloto represente, de fato, a Ísis Alada. (veja foto)


A arquitetura do Congresso Nacional mostra o Sol Nascente (Senado) e a Lua Crescente (Câmara dos Deputados). A rampa é herança dos palácios egípcios. O que vemos aqui é uma simbologia esotérica, claramente reconhecível por qualquer pesquisador.

O Sol nasce entre os dois edifícios a cada aniversário da cidade, em 21 de abril, mostrando um exato alinhamento astronômico que foi calculado minuciosamente. Mas ele se põe, diariamente, no lado oposto, atrás do Memorial de Juscelino. O alinhamento com o Sol e estrelas era essencial na construção das pirâmides e catedrais da Idade Média. Não foi diferente em Brasília.

Outra fonte de inspiração: o Templo de Luxor. Os dois obeliscos teriam inspirado os arquitetos para construir as duas torres do Congresso Nacional?

Tantos significados de natureza mística e esotérica só podem nos levar à uma outra conclusão: Lúcio Costa e Oscar Niemeyer sabiam perfeitamente qual a verdadeira motivação de Juscelino. Foi, em realidade, um sonho compartilhado entre esses três personagens.

Não se pode mais negar o fato de que Juscelino Kubitschek construiu uma segunda Akhetaton, a cidade sagrada de Aton, o Sol.

Existem muitas outras “coincidências” entre Brasília e Akhetaton que não foram citadas neste trabalho. O tema é extenso e merecedor de uma análise mais aprofundada.

O que nós, brasileiros, poderemos pensar a respeito: delírio de um visionário ou uma importante mensagem para todos nós?

Para aqueles que acreditam em desígnios misteriosos e insondáveis, a mensagem é, certamente, a alternativa verdadeira. Essa mensagem é maior do que a própria carreira política de Juscelino Kubitschek.

Brasília é uma cidade eclética, na qual todas as correntes religiosas e espirituais podem conviver na mais ampla paz e harmonia. É um grande exemplo para o mundo.

A mensagem de Brasília, a “Akhetaton do Planalto Central”, é dirigida ao futuro, quando poderá ser melhor compreendida.

Contudo, essa mensagem não é apenas para os brasileiros, mas para toda a Humanidade. A vida de Akhenaton foi um dos maiores acontecimentos da história.

O papel de Brasília é o de manter viva a história do Faraó Akhenaton e revelar a sua poderosa mensagem para o mundo. Teremos muito a ganhar com isso.

Brasília, a “Nova Akhetaton”, a “Capital Solar” brasileira, pertence aos “Filhos do Sol”, que sabem, agora, que devem amá-la e respeitá-la!

Esta apresentação, objetiva a difusão de princípios e valores importantes para a Humanidade, vitais para o seu momento atual e o futuro próximo.

Tudo o que aqui está registrado faz parte da herança cultural que pertence a todos seres humanos, independentemente de raça, credo ou condição social, dentro do princípio fundamental de que fazemos parte de uma só família planetária.

A meta é justamente uma difusão ampla e global, pois há questões urgentes e cujos prazos para resolvê-las estão mais curtos a cada dia que passa.

Há pressa. Muita pressa!

Na mensagem de Akhenaton – uma proposta unificadora e sem fronteiras, conciliatória e fraterna – poderão estar algumas das respostas que a Humanidade tanto procura neste início de século. Bastaria procurá-las.


Paulo R. C. Medeiros, formado em Administração pela UFSC e ex-servidor do Ministério da Justiça. Natural de Porto Alegre (RS), hoje reside em Campo Grande (MS), Brasil. Poderá ser contatado através do e-mail: prcm2006@yahoo.com.br prcm2006@yahoo.com.br




http://www.youtube.com/watch?v=YJ3XxlifOTk&feature=related


SUGESTÕES PARA EQUILIBRAR A ATIVIDADE DO CHAKRA BASE




1) A prender a relaxar e reservar algum tempo para todas as necessidades básicas, como dormir, comer, fazer sexo e rir;
2) Fazer uma coisas de cada vez sem a distração de telefones, televisão ou trabalho;
3) Criar oportunidades de caminhar em meio à natureza, principalmente descalço. Descubra uma árvore que realmente o atraia e encoste-se ou sente-se apoiado nela. Entre em contato com sua força, seus alicerces e sua altura, e imagine suas raízes firmemente plantadas na terra, enquanto seus barcos se estendem para o céu;
4) Se você sabe que é controlador, crítico ou perfeccionista, pegue leve. Aprenda a segurar a língua, a contar até dez antes de falar e a se concentrar mais na relação afetiva do que em provar que você está certo;
5) Se você reconhece sua necessidade de ser perfeito e é algo que o aborrece, faça uma ou duas coisas para mudar essa tendência. Use o relógio no outro braço, use meias despareadas, dê risadinhas ao baixar os olhos, não lave aquela última xícara antes de ir dormir, não arrume a cama antes de sair e faça aulas de dança do ventre. A espontaneidade e a flexibilidade são fundamentais para um chakra de base saudável;
6) Ponha de lado a “vara” com que você se castiga ao cometer um erro; tudo é perfeito, mesmo nossos supostos erros. Nossa autopunição é muito pior do que o castigo nas mãos dos outros. Escreva isso numa folha de papel ou fale para si mesmo em voz alta, se ajudar, e depois comece a perdoar, aprendendo com a experiência e usando a sabedoria recém adquirida no futuro;
7) Em vez de aceitar as críticas que os outros lhe fazem, enfrente-os. “Por que é que toda vez que nos encontramos você tem de fazer um comentário que soa como uma crítica?” Você também pode optar por aceitar o que dizem sem ficar na defensiva. “Você é um burro.” Você pode replicar: “Sou, mas estou feliz comigo mesmo. Por favor, aceite-me como sou, em vez de querer me mudar.”
8) Dançar, cuidar do jardim, caminhar, fazer potes e esculturas de argila são atividades que podem ajudar-nos a estabilizar nossa energia. Procure não se propor tarefas que depois o façam correr contra o tempo: tantos quilômetros em tantas horas. Desfrute a experiência;
9) Opte por estar neste planeta e estar aqui de uma forma única, que é a sua, sem a necessidade de provar coisa alguma para ninguém. Ficar de pé com joelhos ligeiramente curvados e gritar “SIM!” é realmente uma afirmação de direito à vida;
10) Se uma determinada situação faz você se sentir inseguro, coloque os pés firmemente no chão e imagine ímãs puxando as plantas de seus pés para o fundo da terra. Isso fortalece o chakra da base e você pode falar ou agir a partir de um ângulo que lhe dá mais autoridade;
11) A cor vermelha está relacionada a este chakra. Concentre sua atenção na base da coluna e deixe sua intuição escolher uma cor que parece fortalecer essa região. Se necessário, use roupas vermelhas na parte de baixo do corpo, mas lembre-se de que vermelho demais pode esgotá-lo e, por isso, é preciso tomar cuidado.
Christine R. Page, in
Anatomia da Cura

Entre o tudo e o nada...




"Nisargadatta disse uma vez: O amor diz: Eu sou tudo. A sabedoria diz: Eu sou nada. Entre os dois, a minha vida flui.
Quando ele diz que no amor ele é tudo, está nos fazendo entender que o mundo a partir daquilo que vemos, a partir do que a dualidade nos dá, nos abre para o amor. O amor é uma expressão da Totalidade que é Deus. O amor é sempre um relacionamento, portanto, o aspecto amor de nosso ser é realizado na parte manifesta de nós mesmos, a parte visível, a parte que aparece, a parte que se vivifica: o organismo corpo/mente.
A lua não tem luz própria, mas recebe seu brilho do sol. O sol dá vida e contorno à lua. Quando olhamos a lua não percebemos, mas estamos também olhando para o sol,que está implícito nela. Sol está na lua. Exatamente como a Fonte está implícita em cada objeto visto, que é uma extensão de sua mente. Tudo que há neste mundo visível é um testemunho do invisível. Este mundo visível dá-nos a possibilidade de reconhecer o invisível por trás de sua aparência, a essência desta aparência.
As árvores, animais, borboletas, a lua, o sol, as nuvens, o sorriso de uma criança, um riacho, o mar, as ondas, uma montanha, o amanhecer, tudo, mas tudo isso, é uma marca do invisível no visível.
Deus se revela como amor, e vive como silêncio além da forma. Deus se expressa na forma, neste mundo, como tudo aquilo que vemos e sentimos com os nossos sentidos e mente.
Em realidade, como dizem os físicos atuais, não há separação entre sujeito e objeto. Ora, se não há separação entre a mente e aquilo que você vê como objeto externo, então ambos são Um. E é por isso que a mente influencia aquilo que você vê, pois em verdade, ela não está separada daquilo que vê. Normalmente nós achamos que o mundo existe independente de nossas mentes. Mas isso hoje em dia cientificamente já não é correto se dizer.
O fato é que a mente e aquilo que vemos são Um. O sujeito-ego e o objeto não estão separados. O ego e o mundo são um processo único.
Sem você para conceber o mundo, não há mundo! Quando você está em sono profundo, que mundo você vê? Nenhum mundo!
Krishnamurti dizia: “Você é o mundo! Nada está separado nesta manifestação! Tudo está interligado!"
No amor, tudo está em comunhão. No amor, a aparência de dualidade é só uma aparência. Vivemos na dualidade, mas o amor nos traz o perfume da unicidade.
Por isso Nisargadatta nos diz: “O amor diz que eu sou tudo”. Mas ele logo complementa: “A Consciência, a Sabedoria, diz que eu sou nada.”
Sim! No silêncio, imerso em meditação, eu sou apenas silêncio, vazio, sem forma, sem nome.
Este é o maravilhoso paradoxo da vida: quando olho para dentro, sou nada (no-thing = não-coisa. Na verdade isso quer dizer que não sou uma coisa, mas uma presença sem forma). Quando olho para fora, sou tudo. E a única coisa que realmente não existe, é o ego. E o que é o ego? É o sentimento de separação. Se eu sou tudo, não há um eu sólido dentro do corpo, porque estou interligado com tudo. Se sou nada, também não há eu, porque a idéia de eu não existe sem pensamento!


O eu é na verdade uma falsa crença! Quando investigado, some. Quando olhado bem de perto, desaparece, como se jamais houvesse existido. Afinal, quem está olhando os pensamentos? O vazio da presença sem forma.
Você pode brincar na manifestação, e ao mesmo tempo silenciar e desaparecer para dentro de si. Brincar significa celebrar, namorar, criar, amar cada pedacinho de instante que se desdobra para você a cada dia. E silenciar é perceber o seu infinito como puro vazio potencial.
Meditação é silêncio. Amor é participação na manifestação. Deus em silêncio não basta. A manifestação é seu complemento. E em realidade, não-dualidade quer dizer que não há realmente separação entre este Deus silencioso, e aquele Deus do Amor, que surge na mente junto com toda a manifestação de vida que conhecemos. Deus está dentro e está fora. Deus é tudo que existe.
O funcionamento interligado da vida é orquestrado por algo maior que não é nosso poder egóico. Tudo que vemos é lindamente vivo e belo, e não há palavras nem poemas que possam falar da magnitude desta Presença Divina que é tudo que existe, essência e aparência." Swami Naseeb em Vida Iluminada

Quando os sonhos se encontram



Quando um relacionamento termina, ou mesmo as esperanças sobre uma possibilidade se esgotam, a des-ilusão é o que mais dói.

Não é tanto da pessoa que sentimos falta, mas da história que criamos. As qualidades que temos que reconhecer que a pessoa não tinha, nós é que preferimos ver no outro o que é nosso; o super-heroi que não existe, os projetos que desenhamos, os sonhos que não chegaram a ser realizados.

Dói. Mas, se dói, se dói na carne, se sangra é porque é um pedaço nosso arrancado. E como poderia, a saída de uma pessoa de nossa vida, causar tanta dor? Nascemos sem ela, por que é tão difícil ficar sem? Até pouco tempo tudo estava tão tranqüilo, como agora tudo parece um inferno só porque esta pessoa, que já sabemos, nem é a que procurávamos, resolveu partir?

É porque não é a saída dela que causa dor. É a ilusão de que os sonhos estão partindo com ela é que nos desespera.

Mas, se conseguirmos, por um minuto, respirar fundo e pensar:
"De fato, algum dia essa pessoa, real tal como se apresenta agora, se encaixou nos meus sonhos?"

Provavelmente a resposta é não e é só por isso que a vida, sabiamente, otimizando o tempo que urge, evitando o desperdício de nossos esforços, muda, num clique, algo no campo que simplesmente cria uma repulsa sem a mínima explicação.

MEUS sonhos, isso é muito importante. Se os sonhos são meus, então posso retomá-los, e com a fé e alegria de uma adolescente, abrir meu coração aventureiro para a realização destes sonhos, mas, desta vez, não vinculado a ninguém, mas a mim mesmo e a infinitas possibilidades.

Se conseguimos retomar a posse sobre nossos sonhos então, com a mesma eficiência que a vida produziu uma repulsa, resultado puramente da física e da atração por freqüências vibratórias similares, a vida traz alguém de sonhos, idéias, valores, expectativas, sorriso (portal do coração) e olhar (portal da alma), que olhamos e admiramos com tanta doçura....
De novo, estamos vendo o melhor de nós em outra pessoa. E que bom! Melhor do que reconhecer o melhor em nós é vivenciar a benção de ver isso dobrado bem na nossa frente, bem ao alcance das mãos, recebendo nosso carinho, admirando nossas palavras, nos lembrando de como somos especiais.

Que venham então mais sonhos, mais força sobre os sonhos! Tudo acontece quando os sonhos se encontram.

Fonte-www.stum.com.



Andreas Vollenweider- The Secret The Candle And Love

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